Blog do Pacheco


PARECE ATÉ QUE FOI ONTEM....

                                      Dia 5 de janeiro de 1949. Igreja cheia! 

                                      Sêo Cincinato, todo orgulhoso, pela primeira vez ia levar uma filha ao altar. Todo alinhado, procurava não demonstrar qualquer nervosismo, afinal, este negócio era coisa para a Fausta, não para êle. 

                                      Tereza estava linda, toda de branco! Era a noiva mais bonita que já tinha visto! Tirando, claro, Fausta quando casou-se com ele.

                                      No altar, já esperando a noiva chegar, Geraldo José, rapaz trabalhador, estudado, de boa formação, filho de Sêo Ernesto e Dona Quita, boa família, esperava pacientemente, afinal:

                                                     "toda noiva atrasa mesmo! Fazer o que? Difícil é esse suor nervoso que não acaba."

                                      Mas a espera valia a pena. Tereza, moça prendada, como todas as filhas do Sêo Cincinato era professôra das boas, e uma moça linda! Era tudo que ele queria para constituir sua familia. 

                                      Geraldo José ainda estava absorto em seus pensamentos, quando entra pela nave principal, Tereza conduzida por Sêo Cincinato. 

                                      Quando viu o sogro trazendo Tereza, pensou:

                                                     "Eita cabra bravo esse sô! Mas de agora em diante vou poder namorar Tereza sossegado! Ela vai ser minha mulher!"

                                      O padre, que aguardava no altar, com Geraldo José, seus pais, e padrinhos de ambos, realiza a cerimônia, e os declara marido e mulher.

                                      Entraram na igreja dois e saíram um só! Geraldo José e Tereza eram uma única pessoa. Estavam casados.

                                      O começo de vida não foi nada fácil, afinal tinham que construir seu futuro. Geraldo José trabalhava muito e Tereza, professora, lecionava. Até que veio a primeira filha, logo no ano seguinte ao casamento, a Maria Tereza. Em seguida vieram  José Geraldo e José Carlos.

                                      A vida os levou para São Bernardo do Campo, onde Geraldo José e Tereza criaram os tres filhos. Tereza, professora das boas, fez com que tivessem formação da melhor qualidade.

                                      Geraldo José e Tereza estavam sempre prontos a ajudar a todos, especialmente os da familia. Lembro-me bem de um seu sobrinho, que teimava em não ter bons resultados em história do Brasil, no Seminário em que estudava. Passou pelas aulas de Tereza, que por essa época, já era auxiliada por Maria Tereza, que demonstrava os mesmos pendores da mãe e das tias para o magistério.

                                      Os anos foram rápidos. Os filhos cresceram, casaram-se, deram a Geraldo José e Tereza netos, que lhes deram bisnetos e ambos envelheceram com a alegria de terem realizado uma familia feliz.

                                      Em 5 de janeiro de 2009, completaram 60 anos de casamento! 

                                      Hoje, ao vê-los na foto que recebi em comemoração pelas bodas, me recordo com alegria, do meu primeiro emprego, quando Geraldo José era tesoureiro na Tintas Super/Combilaca e eu office boy; de minhas férias na sua casa ao lado da fábrica; de minha primeira ida e dos passeios de kombi à praia; da minha primeira viagem ao Rio de Janeiro; da queda de bicicleta em que quase perdi uma das vistas, por rasgar a pálpebra numa cerca de arame farpado; da casa da Rua Java em São Bernardo, onde passava boa parte do meu tempo; das músicas de Alain Barriere, que cantava "Ma Vie", na vitrola da Maria Tereza; dos almoços sempre acompanhados do copo de água; de Geraldo José, na sala, tomando um whisky no final de tarde.

                                      Hoje, ao vê-los, sinto o quanto foram importantes na minha vida! O quanto representaram para mim e também para meus pais. Tio Geraldo e Tia Tereza, um dia, também foram meus pais, afinal tiveram a paciência de me suportar, como filho, tantas vezes.

                                      Passei nos exames de história do Brasil no Seminário, e nunca mais me esqueci das lições recebidas; dos pontos tomados pela Tia Tereza e pela Maria Tereza; conheci a necessidade e aprendi o quanto era importante estudar. 

                                      Sinto muito orgulho de tê-los com tios, e por pertencer à familia que integram.

                                      Dão exemplo de vida e de amor até hoje, pois 60 anos depois, Geraldo José continua namorando Tereza, sossegado, ela agora é sua mulher!

                                      Afinal, isto tudo, foi ontem mesmo!!!!   



Escrito por Marcão Pacheco às 16h53
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UFA!!! TERMINOU!

                                      Vou tratar de finais! Ou, melhor ainda, de coisas que "até que enfim" acabaram.

                                      Aqui em casa, o que acabou, foram os vestibulares 2009. Para meu filho foi uma maratona, para nós, que participamos, uma angústia que mais pareceu um massacre! Já havia comentado este assunto neste espaço. 

                                      Os resultados até agora publicados indicam que iremos acompanhar um ano de cursinho preparatório para que êle volte a enfrentar nova maratona, e nós, novo massacre, mas só no ano que vem, nos novos vestibulares! Mas este ano, acabou! Ufa!

                                      Assim como acabaram os vestibulares, acabou também outro massacre! A novela das 8, digo 8:30 ou quem sabe 9:00, ou sei lá que horário agora começa, a novela da Rede Globo, A Favorita!

                                      Nunca vi tanta asneira junta! O autor desse folhetim horroroso, superou todas as expectativas em fazer bobagens e escrever barbaridades!

                                      Me pergunto como um autor de novela, preparado, pois presume-se que o seja, consegue se superar em fugir da lógica e cometer tanta asneira? Esse indivíduo, que confesso, não sei sequer o nome, leva com honra, o prêmio "Estupidez do Ano".

                                      O cara conseguiu fazer tanto absurdo, que tres quartos do tempo de duração da novela se passaram com o esforço dos personagens em obter uma confissão da criminosa. Quando conseguem armar uma situação em que ela faz uma confissão pública, para uma platéia reunida num teatro, convidada pelos próprios interessados, só não estava presente quem deveria estar...., a policia! Que não foi avisada! 

                                      Todos os demais personagens  e outros artistas da emissora estavam presentes, tinha tanta gente que tenho a impressão que até a Odete Roitmann e o Salomão Ayala estavam lá!      

                                      Só não foi mesmo, a policia, por falta de aviso!

                                      É um acinte à inteligência do espectador. Finalmente acabou! Ufa!!

                                      Já que o assunto são finais, outro final, e este melancólico, foi o do governo George Walker Bush, nos Estados Unidos!

                                      As besteiras cometidas pelo governo Bush superaram todas as expectativas. Invadiu o Afeganistão para prender o Osama Bin Laden que escapou, invadiu o Iraque para acabar com as armas químicas que não existiam, deixou o mercado imobiliário americano fomentar uma crise econômica mundial de proporções monstruosas, deixou quebrar o 4º maior Banco de Investimentos dos Estados Unidos, o Lehman Brothers, etc.... Mas acabou, Ufa!!!

                                      Não sei o que foi pior, se a novela A Favorita, ou o governo do Bush. As barbaridade foram tantas nos dois casos, que disputaram a primeira posição cabeça a cabeça.

                                      Os absurdos cometidos foram tamanhos, que não creio que no futuro venham a ser lembrados. Se forem, com certeza, será na apresentação da retrospectiva dos piores momentos.

                                      Para fazer um contraponto aos finais apresentados, com o final do governo Bush, teve início o governo do novo Presidente americano, Barack Obama.

                                      O mundo, agora, tem que aguardar o que fará seu novo Presidente! 

                                      De qualquer maneira, quaisquer que sejam as decisões de Obama, deve-se admitir que os americanos têm muito a ensinar ao mundo.

                                      Não creio que qualquer cidadão, medianamente informado, pudesse imaginar que praticamente 40 anos após a morte de Martin Luther King, o heróico lider americano do combate à discriminação racial, o povo americano fosse capaz, não de acabar com o preconceito racial, mas de eleger como seu presidente, um negro e, mais ainda, filho de pai muçulmano.

                                      É adimirável um povo que possui esta capacidade de se renovar, de rever suas convicções, de reformar-se com tanta rapidez.

                                      Pode-se qualificá-los de imperialistas, de arrogantes, de donos do mundo, ou por qualquer outro adjetivo do genêro, mas não se pode negar sua capacidade de se reformular, de se adaptar a novos conceitos, de buscar mudanças!

                                      Se os poetas da esquerda nacional já consideraram um avanço, uma revolução mesmo, a chegada de um ferramenteiro ao poder, os americanos mostraram que são capazes de, democraticamente, realizar mudanças ainda mais radicais.

                                      É exemplo para ser mais que admirado! Para ser seguido! 



Escrito por Marcão Pacheco às 19h49
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